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O que é o Takeoff
O Takeoff é uma plataforma brasileira onde o orçamento e o planejamento de execução de uma obra vivem no mesmo lugar. Você monta a planilha de serviços uma vez, e dela saem tanto o custo quanto o cronograma.
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1. Em uma frase
O Takeoff serve para responder quanto custa e quanto demora uma obra ou um serviço — e para manter as duas respostas coerentes entre si conforme o projeto muda.
Ele funciona no navegador, em português, e os dados ficam na nuvem. Não há instalação, e mais de uma pessoa pode trabalhar no mesmo plano ao mesmo tempo.
2. Para quem serve
O Takeoff nasceu para obras de infraestrutura privada — mineração, ferrovias, portos, obras civis e terraplenagem — onde o orçamento tem muitos serviços, o prazo é contratual e a produtividade das equipes decide o resultado.
Na prática, ele é usado dos dois lados do contrato:
- Quem executa (construtoras e empreiteiras) monta a proposta técnica e comercial: quanto vai custar, com quais equipes, em quanto tempo.
- Quem contrata monta o orçamento de referência e usa a plataforma para receber e comparar propostas de vários fornecedores sobre a mesma base.
3. A ideia central: um plano só
No fluxo tradicional, o orçamento mora numa planilha e o cronograma em outro programa. Os dois nascem do mesmo projeto, mas seguem vidas separadas — e, quando o escopo muda, um atualiza e o outro esquece.
No Takeoff, o orçamento e o cronograma são o mesmo plano. Cada serviço é uma tarefa, e essa tarefa carrega tudo o que se sabe sobre ela: a quantidade, os recursos que a executam, o custo que dela resulta e a duração que dela decorre.
Como a duração vem da produtividade dos recursos, trocar a equipe de uma tarefa muda o custo e a data de entrega na mesma hora. Você consegue responder "e se eu colocar dois turnos?" sem refazer dois arquivos.
4. Como um plano se organiza
Ao entrar no Takeoff você cai no Hub — a tela "Meus planos", com a lista de tudo em que você trabalha. Cada plano é uma obra, uma proposta ou um cenário.
Dentro de um plano, três palavras explicam quase tudo:
- Tarefa
- Uma linha do plano. Pode ser um serviço de verdade ("escavação manual de valas") ou um agrupador ("serviços preliminares"). As tarefas se aninham em níveis, formando a estrutura do orçamento — o que na engenharia se chama EAP ou WBS.
- Agrupador
- Uma tarefa que tem filhas. Você não digita valor nela: ela soma o que está abaixo, automaticamente, nível por nível, até o total da obra.
- Recurso
- O que executa o serviço. Há quatro tipos — Pessoal, Equipamento, Material e Custo — e um conjunto de recursos aplicado a uma tarefa forma a sua composição.
A numeração (1, 1.1, 1.1.1…) não é digitada: ela é recalculada sozinha conforme você move, cria e apaga linhas.
5. De onde vem o custo
O Takeoff trabalha de duas maneiras, e a escolha é sua, por plano. Na barra do topo há o seletor Cálculo do Custo Unitário: Automático | Manual.
| Modo | Como funciona | Quando usar |
|---|---|---|
| Manual | Você digita o custo unitário de cada serviço, como numa planilha comum. | Orçamento rápido, verba fechada, ou quando o preço já vem de uma tabela pronta. |
| Automático | O custo unitário resulta dos recursos da composição: quem trabalha, com que equipamento, em que produtividade. | Quando você precisa defender o preço, simular equipes ou tirar o prazo do mesmo lugar de onde saiu o custo. |
No modo Automático aparecem as abas Composições e Recursos, e o custo de pessoal considera encargos sociais e turnos reais — não um multiplicador chutado.
Do custo ao preço: o BDI
Custo é o que a obra consome; preço é o que vai na proposta. Entre os dois está o BDI, configurado dentro do plano. O Takeoff mostra as duas colunas lado a lado — Custo Total e Preço Total — para você enxergar a margem enquanto monta.
6. De onde vem o prazo
Esta é a parte que mais difere de uma planilha. No Takeoff, você não digita a duração de uma tarefa — ela é calculada.
A conta parte de quatro coisas:
- A quantidade de serviço — 9.400 m³ de escavação, por exemplo.
- A produtividade dos recursos alocados àquela tarefa: quanto essa equipe, com esse equipamento, entrega por hora.
- O calendário de trabalho: a jornada, os turnos, os dias não trabalhados e as exceções que você cadastrar.
- A praticabilidade, definida mês a mês — o reconhecimento de que nem toda hora disponível no papel vira hora produzida no campo (chuva, acesso, frente parada).
Dessas quatro sai a duração em horas úteis e, com as dependências entre tarefas, as datas de início e fim de cada uma. Na Linha do tempo isso vira um gráfico de Gantt, com as ligações desenhadas e a opção de destacar o caminho crítico — a sequência que, se atrasar, atrasa a obra inteira.
Quando o cliente pergunta "dá para entregar um mês antes?", a resposta deixa de ser um palpite. Você muda a equipe ou o turno da tarefa que manda no prazo e vê, na mesma tela, o novo custo e a nova data.
7. As abas do plano
Dentro de um plano, o trabalho se divide em abas. Nem todas aparecem sempre — algumas dependem do modo de custo e do seu plano de assinatura — e você pode arrastá-las para reordenar.
| Aba | Para que serve |
|---|---|
| Custos | A planilha orçamentária: serviços, quantidades, custo e preço. |
| Composições | Os recursos de cada tarefa — de onde o custo unitário vem. |
| Recursos | A visão somada: quanto de cada equipe e equipamento a obra inteira consome. |
| Planejamento | As tarefas do ponto de vista do prazo: durações, dependências e datas. |
| Linha do tempo | O Gantt, com as ligações entre tarefas e o caminho crítico. |
| Gráficos | Curva S, linha de balanço, histogramas de uso de recursos, análises de tarefas e de recursos, praticabilidade por mês e a tabela de encargos sociais. |
| Configurações | Calendário, jornadas, exceções e praticabilidade do projeto. |
| Compartilhamento | Quem mais da sua empresa enxerga e edita aquele plano. |
| Eventos | As cotações com fornecedores — explicadas na seção seguinte. |
8. Trabalhar com outras pessoas
Dentro da sua empresa
Um plano pode ser compartilhado com colegas, e as edições aparecem ao vivo: duas pessoas na mesma planilha enxergam o trabalho uma da outra sem precisar recarregar nem mandar arquivo.
Com fornecedores: os Eventos
Um Evento é uma cotação ou licitação conduzida dentro da plataforma. Funciona assim:
- A empresa contratante escolhe um plano para servir de base — o escopo, as quantidades, a estrutura.
- Convida os fornecedores e define um prazo.
- Cada fornecedor recebe uma cópia própria do plano e preenche os seus preços, sem ver os dos concorrentes.
- Encerrado o prazo, o contratante compara as propostas — todas na mesma estrutura, linha a linha.
A vantagem é a comparabilidade: como todo mundo preencheu a mesma base, não existe aquela etapa de "equalizar planilhas" que cada um mandou de um jeito.
9. O que sai dali
O plano não fica preso na plataforma:
- Planilhas editáveis e PDF — para anexar à proposta ou mandar ao cliente.
- Power BI — os dados de tarefas e de composições alimentam painéis executivos direto da fonte.
- Assistentes de IA — Claude e ChatGPT podem ler e editar seus planos conversando em português.
E também entra: dá para importar um orçamento por planilha em vez de digitar do zero.
10. Por onde começar
Se você está abrindo o Takeoff pela primeira vez, o caminho mais curto até enxergar o produto funcionando é este:
- Crie um plano no Hub e monte meia dúzia de serviços, com quantidades — só para ter forma.
- Deixe o custo em Manual no começo, para ver o orçamento fechar.
- Ajuste o calendário em Configurações: jornada e dias não trabalhados.
- Vire o custo para Automático em uma tarefa e monte a composição dela. É aí que o prazo passa a ser calculado.
- Abra a Linha do tempo e veja o cronograma que nasceu do que você montou.
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